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Il geghegè

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Desta vez trouxemos na bala uma compilação do beat italiano e não nos cansamos de descobrir cada pérola a cada dia. Depois de Caterina Caselli, a mítica Rita Pavone também vinha no pacote.
Esta Signorina começou em 1962 em Turim a encantar, a "piccola" ficou conhecida com alguns dos maiores êxitos de então:

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Alla mia età
Come te non c’è nessuno
Datemi un martello
Che m’importa del mondo

e o
Il geghegè:




Voltaremos em breve com mais tesourinhos.



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The Reminder

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A minha canadiana predilecta, Leslie
Feist editou pela primeira vez "The Reminder "em 2007, o terceiro da sua conquista a solo depois da passagem por bandas tais como Broken Social Scene e Kings of Convenience. A composição sonora de Feist apesar de mais próximo de Cat Power do que de uma Peaches, consegue preencher de forma estrondosa o seu lugar no pódio do leque de senhoras de voz sensual, doce, um coro de catarse vocal simplesmente arrebatador.

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Todo o álbum é percorrido pela mistura de pop, folk, kazz e canções lo-fi como é definida "My moon, my man".


É difícil prever onde as melodias vão acabar, "Brandy Alexander" começa com uma simples pressão de pulso e, gradualmente, se desdobra num coro de sobreposições harmonioso.
o álbum foi muito bem tratado pela imprensa em geral considerando-o acolhedor e de conteúdo relaxante. Eu adicionaria vibrante e o quadro é pintado em tons claros luminosos como neste "I fell it all"

Passado um ano, precisamente, sai um segunda edição do mesmo, The Reminder, numa edição de luxo, incluindo o trabalho original, no cd1, e remixes (de Grizzly Bear, Boys Noise, Chromeo, Van She, Escort...), duetos (com os Constantines)num segundo cd bonus. Agradável a versão dos Grizzly Bear, infeliz a dos Boys Noise...




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Stories...

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O feriado permitiu-me mais uma viagem ao som de um disco, escorregou da prateleira o da incendiária britânica Polly Jean Harvey e as suas "Stories From The City, Stories From The Sea" .
Estávamos em 2000 quando PJ Harvey preparav o seu novo disco, em Nova York, e em Outubro do mesmo ano este é recebido como um dos seus melhores trabalhos. Em "Stories", retoma a sonoridade mais rock dos seu primeiros trabalhos e recupera antigos parceitos Rob Ellis e Mick Harvey. A contribuição de Thom Yorke é outro momento delicioso.

Começa a viagem com "Big Exit" e não poderia ser melhor a introdução para um álbum, passa depois pelo single "Good Fortune" e faço a primeira paragem na "Beautiful feeling", que toca assim:


Segue-se "You said something" :



e termina com "We Float" que comprova a genialidade da multifacetada PJ que veste várias peles sonoras sem nunca deixar cair o modelo de artista completa que é no mínimo de louvar...







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"The Bells of 1 2 "

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Este é daqueles álbuns que vou buscar á prateleira algumas vezes, mesmo com algum tempo de ausência e gradualmente gosto mais de o ouvir, hoje foi mais um desses dias.
Sophie Michalitsianos que assina como Sol Seppy é uma cantora/instrumentista um pouco desconhecida, para contextualizar o seu ambiente sonoro, participou em projectos de The Whitlams e Sparklhorse. Porém em 2006 aliou o seu talento como vocalista, compositora e produtora, e estreou-se com este disco "The Bells of 1 2". Alternando entre momentos melancólicos, não exagerados,"The Bells of 1 2" oferece um sólido conjunto de sonoridades ténues mas determinantes, onde pianos, guitarras e violoncelos se unem a um presença electrónica, que culmina numa dimensão electroacústica que casa na perfeição com a voz fresca e delicada de Sol Seppy. Para além disto, em cada pedaço do disco, em faixas relevantes tais como "Come running", "Wonderland" e "slo fuzz", a cantautora testa registos diversificados e o resultado é bastante satisfatório,a mim agrada-me sobremaneira. Um pedaço da minha discotheque de hoje: Minimalista, intimista e singular:


"a dum dum dum dee daa da dee



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Diz?!

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os Hypes são efémeros e em muitos casos, perdoem-me a expressão, uma grande treta e por isso mesmo não passam disso, hypes.
os Singles sabem-nos a pouco e nem sempre são o reflexo de um álbum.
os Extended Play estão na moda e são bem jeitosinhos para este mundo de correria e para a minha geração constantemente sedenta de novidade.
os Long Play tanto podem ser uma benção, como um martírio. Disso depende a maestria do intérprete ou banda.
discothèque será a nossa discoteca pessoal. ou, pelo menos, parte dela. aquela onde as mulheres se incluem.

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Descobri o álbum Diz de Carlos Bica e Ana Brandão por acaso, numa incursão à fonoteca da Casa da Cultura de Coimbra.
Eu, como tanta gente, apenas conhecia a Ana Brandão actriz. Não a intérprete.
O bichinho mordeu logo: o resultado seria com certeza fruto de um trabalho de improvisação das duas partes. Demasiado sedutor para ignorar.

Vim mais tarde a descobrir que não havia razão para esta obra-prima me ter passado ao lado. Diz "teve a sua estreia no Festival dos Cem Dias/Expo'98 e foi editado pela Enja Records em 2001, recebendo o prémio de "Melhor disco do ano" da Antena 1/ Cinco minutos de Jazz.

Carlos Bica justifica este projecto como uma "necessidade de projectar na música as vivências do seu percurso musical e o enorme fascínio pelo som da voz e dos instrumentos de arco."
Ana Brandão foi a escolha perfeita para os objectivos do músico. O trabalho de manipulação da voz desenvolvido pela actriz é magnífico.
O resultado é uma "brincadeira" extremamente harmoniosa.

Deixo-vos com Mira me Bebe e Golden Brown.




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